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Técnico do Cruzeiro fala sobre uma possível chance de título e renovação contrat


Contratado para ser o treinador do Cruzeiro em 2013, Marcelo Oliveira enfrentou ampla rejeição da torcida, principalmente pelo passado no arquirrival. Entre as décadas de 70 e 80, ele defendeu o Atlético por 14 temporadas, além de ter sido técnico do time alvinegro por seis vezes. Dez meses após ser apresentado oficialmente como novo comandante cruzeirense, Marcelo completa 50 jogos pelo clube nesta quarta-feira, em duelo com a Portuguesa. Próximo do título do Campeonato Brasileiro, o treinador de maior aproveitamento da história do Cruzeiro concedeu entrevista exclusiva ao Superesportes e ao Estado de Minas e apontou aquilo que pode impedir a conquista cruzeirense do tricampeonato nacional. “Oba-oba externo que possa nos atingir e, inconscientemente, nos colocar numa zona de conforto. Isso não vai acontecer com todos, mas, se acontece com um ou outro, pode prejudicar. Esse exercício diário estabelecido aqui na Toca é de fazer o melhor e tentar surpreender. Se está bom, temos de apertar para fazer o melhor”, afirmou. Com contrato até o fim desta temporada, o treinador espera ter longa passagem pela Toca da Raposa. "Não tenho projeções a médio e longo prazo. A única coisa que gostaria é de que desse muito certo aqui e tivéssemos uma sequência de trabalho, podendo, a cada ano, ajustar melhor e fazer um time ainda mais forte". Marcelo Oliveira falou ainda sobre a formação da equipe para a temporada 2013, a queda precoce na Copa do Brasil e admitiu que o meia Diego Souza não conseguiu se adaptar ao Cruzeiro. “Eu não indiquei o Diego Souza, mas aprovei a vinda dele e insisti com ele, porque sei que ele sabe jogar, apenas não conseguiu talvez porque tenha jogado pouco onde estava. Demorou muito a engrenar”, avaliou. Com perfil tranquilo, o treinador disse que críticas injustas o tiram do sério. E questionado sobre o melhor jogador do Brasileirão, apontou um craque de outra equipe. A entrevista completa você confere abaixo. (Edesio Ferreira/EM/D.A Press) Qual avaliação você faz de todo o período no Cruzeiro até esses 50 jogos? É uma honra estar trabalhando há 50 jogos e pouco mais de 9 meses num clube grande do Brasil, porque a função de técnico aqui é muito instável. Pretendo, não só cumprir meu contrato, mas quem sabe dar sequência no trabalho, que, na minha avaliação, está indo muito bem por uma combinação de aspectos, estrutura com qualidade do elenco e trabalho consistente da comissão técnica. Com aproveitamento superior a 80%, a rejeição inicial da torcida se transformou em apoio quase unânime. Você considera que a sua ligação com o Atlético já foi esquecida? E como avalia sua identificação com o Cruzeiro? Historicamente, já aconteceu com outros profissionais e talvez tenham passado pela mesma situação. O início com um pouco de desconfiança, não em relação à competência, ao trabalho, mas em relação ao aspecto rivalidade. Acho que, logo no início, já foi superado, na medida em que começamos o trabalho e as pessoas perceberam que o trabalho é comprometido e sério. Esperamos que seja coroado, que possa ser enfatizada essa ação do profissional acima de qualquer coisa.